Entenda o que é e como fazer a análise SWOT de uma empresa

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Definir estratégias, objetivos, metas e ações não são tarefas fáceis e demandam uma análise mais profunda. É necessário considerar todos os prós e contras, principalmente, sobre os resultados que impactarão diretamente o negócio.

A análise SWOT de uma empresa é a melhor forma para avaliar cenários e tomar decisões importantes.

Isso porque se trata de uma ferramenta que organiza as informações para o planejamento e gestão e é fundamental para melhorar e facilitar os processos de direcionamento, desenvolvimento e crescimento.

A SWOT é o alicerce para o pensamento analítico de mercado e o planejamento consistente e efetivo.

Mas, muitas pequenas empresa rejeitam a atividade de planejar e analisar o mercado. No entanto, foram esses os fatores que geram desenvolvimento e crescimento nas pequenas empresas de sucesso, segundo pesquisas nacionais e internacionais.

E o mais surpreendente: fazer a SWOT é muito fácil e intuitivo. Se houver boas informações internas da empresa e de mercado, para subsidiar as análises da SWOT, o potencial de melhoria e incremento é imenso.

Confira neste post como aplicar a matriz SWOT para saber aproveitar as forças, alavancar as oportunidades e se defender de ameaças. Boa leitura!

O que é a análise SWOT?

Trata-se uma ferramenta clássica e estrutural da administração muito conhecida por gestores de grandes empresas. No entanto, entre empresas de pequeno e médio porte (PME’s) ainda é pouco conhecida e, portanto, pouco utilizada.

Mesmo que sua empresa não tenha como objetivo o crescimento, a análise SWOT proporciona um entendimento do que pode ser melhorado, os cuidados sobre o mercado e as oportunidades que podem ser aproveitadas.

Esses aspectos se forem analisados, com isenção e dados, e desenvolvidos para fortalecer a proposta de valor da empresa podem conduzir um grande força que leva para rentabilidade, diferenciação, vendas e lucro.

A sigla SWOT corresponde às palavras:

  • S – Stregths (forças internas na empresa);
  • W – Weakenesses (fraquezas internas na empresa);
  • O – Opportunities (oportunidades no mercado);
  • T– Threats (ameaças no mercado).

A análise SWOT considera o mercado e a empresa, ou seja, é preciso olhar para questões internas e identificar o que a empresa é forte ou fraca, e também analisar as variáveis de mercado. Assim a empresa tende a se ajustar internamente em função do mercado, e isso aumenta a competitividade.

No Brasil, também é conhecida pela sigla FOFA. Foi desenvolvida em forma de matriz justamente para facilitar sua elaboração e análise. Nela, são relacionadas as coisas boas e ruins que existem no negócio, tanto no ambiente interno quanto no ambiente externo.

Forças (internas na empresa)

O que sua empresa faz bem feito? O que seus clientes comentam com satisfação? O que sua empresa faz melhor que a concorrência? O que faz de forma única? É importante mapear tudo o que é importante para o consumidor e sua empresa faz bem.

Muitas pequenas empresas têm diversas fortaleças, como uma receita única ou um cuidado no atendimento ou serviços agregados, mas não divulgam e não se valorizam dessas importantes entregas aos consumidores.

As forças de uma empresa se forem identificadas e bem trabalhadas podem representar uma vantagem competitiva, fazendo-a se destacar diante da concorrência. Por exemplo: uma marca consolidada no mercado, um time de colaboradores forte, modelos de cobranças eficazes entre outros.

Fraquezas (internas na empresa)

O que incomoda seu cliente? É comum os funcionários evitarem ouvir e repassar uma reclamação de clientes e assim por diante muitos gestores não gostam de identificar e tratar problemas e reclamações.

Encarar de frente as fraquezas da empresa é o primeiro passo para transformá-las em forças.

As fraquezas da empresa a desfavorece em relação à concorrência. Em outras palavras são fatores internos que enfraquecem o crescimento da companhia.

Como exemplo de fraquezas temos os altos custos operacionais, deficiência no atendimento ao cliente, etc. Apesar disso, esses são problemas sobre os quais a empresa tem controle e pode tentar mudar, encontrando novas soluções.

Oportunidades (no mercado)

São elementos provenientes de fatores externos que criam um cenário favorável para a empresa. Alguns exemplos são acesso a inovações tecnológicas, leis de incentivo para determinado segmento, lançamento de produtos complementares entre outros.

Por exemplo, sua empresa vende vidros para automóveis e percebeu que haverá um crescimento grande na construção civil residencial, e assim pode se preparar para aproveitar essa oportunidade da melhor maneira.

Ameaças (no mercado)

Todos os fatores ou conjunturas — sobre os quais a empresa não tem controle — que criam um ambiente desfavorável para a organização representam ameaças para o negócio.

Alguns exemplos são: encarecimento da matéria-prima principal, escassez de mão de obra qualificada, intempéries climáticas, mudanças na legislação, entrada de concorrentes no mercado, etc.

Para que serve a análise SWOT?

A matriz SWOT serve para realizar uma análise mais aprofundada e sob as diversas perspectivas de um negócio, de forma simples, objetiva e propositiva.

Dessa forma, o empreendedor pode organizar com maior exatidão um plano de ação capaz de reduzir os riscos e aumentar as chances de sucesso da companhia. Além de dispor de uma base sólida para formular suas estratégias de gestão e marketing com maior segurança.

A matriz pode ser utilizada de diversas maneiras, por isso em empresas de pequeno porte pode ser empregada como uma ferramenta de autoconhecimento. Ela é muito utilizada no planejamento estratégico, já que promove um diagnóstico completo sobre o empreendimento e o ambiente que o cerca.

Como fazer uma análise SWOT?

Para que a análise SWOT de uma empresa seja feita com eficiência, é necessário identificar com precisão os reais pontos fortes e fracos, as oportunidades mais vantajosas e as ameaças mais relevantes do ambiente competitivo em que ela está inserida.

Os quadrantes da matriz são separados em dois grupos:

  • ambiente interno – abrange as forças e fraquezas;
  • ambiente externo – abrange as oportunidades e ameaças.

Como analisar o ambiente interno

Comece analisando os pontos fortes, certificando-se de que eles sejam reais e não apenas a sua opinião. Nesse tópico, procure levantar todas as vantagens competitivas do seu negócio.

Diversos pontos podem ser considerados fortes, tais como:

  • uma boa localização com muito trânsito do público-alvo;
  • ter a patente de um produto ou acesso a um excelente canal de distribuição;
  • ter uma marca reconhecida no mercado;
  • dispor de uma equipe realmente comprometida com a estratégia da companhia, etc.

Já para levantar as fraquezas é preciso reconhecer tudo o que sua empresa não faz bem, mas tem o potencial para fazer. Então, liste os pontos fracos (ou oportunidades de melhoria), tudo que está fazendo seu negócio perder vendas ou aumentar os custos. Por exemplo:

  • gastos desnecessários;
  • perdas e prejuízos,
  • queda na produtividade, etc.

O ambiente interno também pode ser analisado separadamente, por meio de quatro áreas gerenciais (produção, marketing, finanças e gestão), conforme o checklist abaixo:

Produção:

  • capacidade produtiva;
  • conhecimento técnico;
  • economia de escala;
  • instalação/maquinário;
  • qualificação da mão de obra.

Marketing:

  • qualidade de produtos e serviços;
  • market share e cobertura geográfica;
  • distribuição;
  • preços;
  • equipe de vendas;
  • satisfação e retenção de clientes;
  • reputação da empresa.

Finanças:

  • capital;
  • fluxo de caixa;
  • rentabilidade;
  • solidez.

Gestão:

Como analisar o ambiente externo

Depois de olhar para dentro da organização, é o momento de analisar o que está fora dela. Os fatores externos são todos aqueles sobre os quais a companhia não tem controle, ou seja, não dependem de suas ações para que haja uma transformação.

Para melhor entendimento, o ambiente externo na análise SWOT de uma empresa foi dividido em duas categorias:

  • microambiente externo a empresa – consiste no setor em que a empresa atua. Nessa categoria, estão os clientes, fornecedores, concorrentes, possíveis consumidores entre outros;
  • macroambiente – está relacionado a fatores que vão além do setor de atuação do empreendimento, índices econômicos, sociais e culturais, mudanças na legislação, novas tecnologias, troca de governo etc.

Depois que você conseguiu fazer a análise e preencheu todo o quadrante, é possível fazer uma observação mais detalhada. Ela deve distinguir o momento atual e o momento futuro da companhia.

Desse modo, escolha as melhores oportunidades e determine como elas serão aproveitadas. Além disso, identifique as ameaças mais sérias e tome as providências para se defender delas.

Quanto às forças e fraquezas, é importante frisá-las para que os riscos ambientais não sejam maximizados, pois será muito difícil sanar todos os pontos fracos em sua totalidade e para que as oportunidades não sejam perdidas.

O principal objetivo da análise SWOT de uma empresa é maximizar os pontos positivos e minimizar os pontos negativos. Portanto, depois que estiver pronta, é necessário transformar os pontos levantados em estratégias.

Do mesmo modo, é preciso deixar os objetivos muito claro, de modo que toda a equipe possa aproveitar os resultados da matriz SWOT e se engajar em torno do planejamento estratégico traçado.

E então, agora que você já sabe como fazer uma análise SWOT, que tal nos seguir no Facebook e acompanhar as nossas postagens!

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