Entenda como garantir a sustentabilidade da sua empresa

sustentabilidade nas empresas
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Nos últimos tempos, a palavra “sustentabilidade” tornou-se uma das mais populares porque, diante das constantes mudanças climáticas e impactos socioambientais, a sociedade valoriza e cobra cada vez mais das companhias ações que se destinam ao crescimento sustentável.

Portanto, estar alinhado com o pensamento de sustentabilidade nas empresas é, hoje, requisito básico para o sucesso dos negócios, independentemente de seu segmento ou porte.

Atitudes sustentáveis apoiadas no tripé econômico, social e ambiental têm levado as organizações a conseguirem maior competitividade. São ações em que todos os envolvidos ganham.

Ela também ajuda o empreendimento a se posicionar positivamente perante seu público consumidor, se sustentar e sobreviver sem agredir o meio ambiente e contribuir para o desenvolvimento da sociedade.

Assim, para aumentar suas vantagens competitivas, as micro e pequenas empresas (MPEs) — que estão cada vez mais presentes na economia brasileira — devem investir em sustentabilidade.

Neste post, é possível entender como garantir a sustentabilidade da sua companhia. Boa leitura!

Responsabilidade social

A responsabilidade social faz parte do conjunto de critérios da sustentabilidade.

O que é responsabilidade social?

Trata-se de um conceito amplo que envolve o beneficio da coletividade. Além de manterem o seu negócio, as organizações se responsabilizam pelo desenvolvimento social de todas as pessoas ou recursos envolvidos em sua cadeia de produção, como clientes, acionistas, parceiros, comunidade, meio ambiente, governo etc.

É um compromisso voluntário pelo qual as empresas passam a adotar posturas, comportamentos e ações em sua cultura organizacional com o objetivo de promover o bem-estar de seus públicos — interno e externo.

Em outras palavras, a companhia se compromete a buscar um mundo mais justo por meio de boas práticas de gestão que beneficiarão a comunidade local e a sociedade em geral.

Ações de responsabilidade social

A seguir confira ações que podem ser realizadas mesmo por empresas de pequeno ou médio porte.

1. Promover atividades recreativas para a comunidade

Promover atividades recreativas é uma ótima maneira de proporcionar benefícios para a comunidade na qual a organização está inserida. O mais interessante é aproveitar as datas especiais, como o Dia das Crianças, para realizar esse tipo de ação e envolver colaboradores e população local.

As atividades que promovem a saúde e a cidadania também são bastante comuns e fazem muito sucesso. É possível oferecer serviços como aferição de pressão arterial, exames de vista e de glicose, cortes de cabelo, serviços de beleza e muitos outros.

A companhia também pode conseguir parcerias com órgãos governamentais para oferecer alguns serviços mais específicos, como a confecção de documentos de identificação, entre outros.

Além disso, é interessante realizar parcerias com outras empresas da região, a fim de reduzir os custos das atividades.

2. Montar um cantinho de leitura na empresa

A leitura é uma atividade que promove o desenvolvimento de pessoas e o crescimento intelectual, por isso incentivá-la traz diversos benefícios, tanto para a companhia quanto para os profissionais.

Para montar um local específico de leitura, é necessário dispor de uma sala bem iluminada, calma e sem ruído, que dê para colocar os materiais de leitura, mesas e cadeiras.

Essa é uma ação sem muito custo, já que é possível arrecadar os materiais por meio de uma campanha de doação de livros, revistas e jornais.

Para incentivar o hábito da leitura pode-se oferecer alguns incentivos simples, como troca de horas de leitura por horas de folga ou destaque no mural do leitor do mês.

3. Fazer doações a instituições sociais

Todas as instituições sociais necessitam de alguma ajuda para manter suas atividades. Sendo assim, as doações podem ser tanto financeiras — e, em alguns casos, contar com certos benefícios fiscais — como de recursos materiais e alimentos.

Para instituições que atendem crianças em situação de vulnerabilidade social, é possível fazer doações de roupas e brinquedos, sobretudo em datas como Páscoa, Dia das Crianças e Natal.

Os fatores climáticos também são importantes motivadores de doações. No período de frio, famílias inteiras necessitam de agasalhos e cobertores.

Em época de fortes chuvas, enchentes e deslizamentos, muitos danos materiais são causados pelos temporais, e muitas pessoas acabam ficando desabrigadas, sem comida e sem roupas.

Nessas ocasiões, a corporação pode criar uma campanha de doação, incentivando os seus colaboradores e a comunidade local a participarem das doações.

4. Promover visitas a casas de acolhimento de crianças e idosos

Visitas a orfanatos e asilos podem fazer muito bem, não só para quem está sendo visitado, mas principalmente para quem está realizando a visita.

Geralmente, as crianças e os idosos que vivem nessas instituições são muito carentes de atenção e carinho, já que a maioria não recebe visitas frequentes ou até nenhuma de seus familiares.

Por isso, passar uma tarde brincando e se divertindo com uma criança ou conversando e ouvindo as histórias de um idoso é muito gratificante e pode fazer um bem enorme.

Dessa forma, a empresa pode organizar grupos com colaboradores e pessoas da comunidade para realizarem visitações periódicas às instituições. Essas ações podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de funcionários.

5. Flexibilizar o regime de trabalho

Com o objetivo de obter mais produtividade e alcançar os melhores resultados, muitas organizações estão deixando de lado as rotinas tradicionais e adotando novos valores, como a inovação, a flexibilização do regime de trabalho e a satisfação da equipe de profissionais.

Nesse sentido, é possível permitir que os funcionários trabalhem em home office e, no caso de reuniões, utilizem sistemas de teleconferência. Essas mudanças, comprovadamente, já são suficientes para reduzir custos da empresa.

Além disso, a modalidade home office tem colaborado para promover a autonomia no trabalho, uma estratégia muito importante de gestão de pessoas que contribui para o efetivo desenvolvimento e crescimento de qualquer negócio.

6. Estimular o uso de transportes alternativos

A sustentabilidade nas empresas também passa pelo incentivo do uso de transportes alternativos, como transporte público, bicicletas e até mesmo caminhadas para quem reside próximo do local de trabalho.

Como não é uma tarefa tão fácil assim convencer aquelas pessoas que não querem abrir mão do conforto do automóvel, dá para incentivar o sistema de carona solidária, com o objetivo de potencializar a utilização dos veículos, diminuindo o trânsito e, consequentemente, as emissões de carbono.

Dentro desse cenário, há inclusive muitas empresas disponibilizando carros alugados para serem compartilhados entre os colaboradores, com todo o processo funcionando com a ajuda de um software para a gestão das reservas.

Responsabilidade financeira

Outro importante critério da sustentabilidade nas empresas é a responsabilidade financeira.

O que é responsabilidade financeira?

Consiste em medidas financeiramente sustentáveis que contribuem para manter o negócio com crescente número de clientes e bons lucros. Ou seja, trata-se da utilização responsável dos recursos financeiros da companhia.

É ela que promove uma atuação transparente na prestação de contas e presta um auxílio muito valioso na tomada de decisões. Tem como principal objetivo aumentar o valor do patrimônio líquido por meio da organização, captação e aplicação dos recursos da empresa.

Ações de responsabilidade financeira

1. Planejamento financeiro

O planejamento financeiro é uma das etapas mais importantes do planejamento estratégico empresarial. Ele consiste em uma projeção de receitas e despesas para certo período — mensal, trimestral, semestral ou anual —, análise da situação projetada e definição de metas baseadas nas informações levantadas.

Quando as projeções realizadas são utilizadas em conjunto com a análise de mercado e da experiência do cliente ao utilizar o produto ou serviço oferecido, e ambos são alinhados com os objetivos da empresa, o planejamento financeiro se torna uma ferramenta indispensável na estratégia do negócio.

Ou seja, ele proporciona clareza em relação a todas as movimentações, permitindo maior controle financeiro e organização das diretrizes que fazem uma empresa crescer de forma sustentável, eliminando os riscos de dificuldades financeiras que podem levar até mesmo à falência.

É do conhecimento de todos que imprevistos podem acontecer a qualquer momento e, por isso, estar preparado é fundamental. Sendo assim, é necessário gerir as receitas de modo mais eficiente e eficaz.

O planejamento financeiro permite identificar quanto recurso será necessário para o pagamento de impostos e despesas fixas mensais, entre outras, além de verificar os custos que podem ser reduzidos ou cortados.

Além disso, quando há aumento no fluxo de caixa, possibilita a realização de investimentos para otimizar as finanças de forma global. Por esses motivos, ele é uma atividade de altíssima relevância, não só para a manutenção do negócio, mas para seu crescimento e lucratividade.

2. Redução de gastos desnecessários

Pode-se perder muito dinheiro quando não se tem uma gestão empresarial precisa. Em tempos de grande competitividade no mercado, a redução de custos na empresa é fundamental para mantê-la em funcionamento, pois é justamente essa ação que abre caminho para otimizar a lucratividade do negócio como um todo.

Quando se tem custos muito altos, o preço final de produtos e serviços acaba ficando alto também e, por vezes, acima do praticado pela concorrência. Se isso acontece, a companhia fica para trás na corrida pela preferência dos consumidores.

A compreensão das receitas e dos custos por meio do planejamento financeiro, como já mencionado, permite estabelecer o limite a ser gasto ao longo de um período sem comprometer os resultados.

Ademais, é possível diminuir os gastos com as seguintes ações:

  • mapear os processos internos;
  • analisar o fluxo de caixa;
  • renegociar contratos vigentes;
  • alugar equipamentos, em vez de comprar;
  • realizar pesquisa de preços antes de qualquer aquisição;
  • estabelecer parceria com fornecedores;
  • apostar em serviços compartilhados;
  • controlar o estoque;
  • terceirizar atividades;
  • investir em renovação tecnológica;
  • investir em marketing de baixo custo;
  • reduzir o volume de materiais de escritório;
  • evitar excesso de contratações e demissões;
  • adotar banco de horas;
  • realizar o planejamento tributário;
  • economizar em água, luz e telefone.

3. Foco em investimentos de longo prazo

A sobrevivência de qualquer empreendimento está sujeita a grande número de variações relacionadas aos mercados interno e externo, bem como à economia como um todo.

Para estabelecer uma atuação de acordo com os padrões da sustentabilidade financeira, é preciso pensar no longo prazo. Ou seja, esse planejamento deve funcionar de maneira preventiva para as possíveis intempéries que podem acontecer na economia.

Os investimentos de longo prazo são aqueles que a empresa realiza pensando em obter resultado após, no mínimo, três anos. O mercado financeiro oferece várias modalidades de fundos de investimento, como renda fixa, multimercado, referenciados, cambiais e ações.

Para escolher um fundo, é imprescindível entender com clareza quais são as necessidades e objetivos de longo prazo da corporação e observar três características básicas: rentabilidade, liquidez e segurança.

4. Criação de uma reserva de emergência

Uma reserva de emergência serve para garantir a tranquilidade, caso algum imprevisto aconteça. Por isso, é necessário praticar a economia — cortar gastos e diminuir as despesas de maneira estratégica — e o direcionamento de parte do lucro da companhia para a criação de uma reserva que permitirá manter uma base financeira auxiliar.

Dessa forma, a organização poderá gozar de certa segurança para o desempenho de suas atividades e ter liquidez suficiente para arcar com despesas inesperadas e situações de emergência, caso a maré dos negócios esteja em baixa, sem comprometer a saúde das finanças.

Responsabilidade ambiental

A preocupação com o impacto de suas ações e de seus produtos no meio ambiente leva, cada vez mais a sustentabilidade para o interior das organizações.

O que é responsabilidade ambiental?

É um conjunto de ações voltadas para o respeito ao meio ambiente e o desenvolvimento sustentável do planeta.

Portanto, para que uma companhia seja considerada sustentável ambiental e socialmente, ela precisa praticar ações éticas, que direcionem o seu crescimento econômico (já que sem isso ela não sobrevive) sem causar danos ao meio ambiente e colaborando para o progresso da sociedade.

Ações de responsabilidade ambiental

1. Reciclagem

A reciclagem é uma ação muito importante de sustentabilidade nas empresas. Encontrar uma maneira de reciclar os materiais que antes seriam descartados é uma atitude simples, mas muito positiva.

Trata-se de um elemento fundamental da atual gestão de resíduos e é um dos três pilares do tratamento de detritos “reduzir, reutilizar e reciclar”.

Os papéis utilizados para impressão, por exemplo, podem virar folhas de rascunho ou pequenos blocos de anotações. A coleta seletiva de lixo para separar os orgânicos dos recicláveis pode ser promovida por meio de lixeiras espalhadas pela empresa.

O processo de reciclagem permite, ainda, diminuir o consumo de matérias-primas, de uso de energia elétrica e a poluição da água e do ar, além da necessidade de depósitos de lixo e a emissão de gases do efeito estufa.

2. Respeito às leis ambientais

As leis ambientais devem ser respeitadas e cumpridas, não somente por empresas, mas também pela sociedade em geral. Entretanto, é fundamental conhecer o que diz a legislação, como ela funciona e quais são as obrigações da empresa para não ferir nenhuma de suas normas e não correr o risco de sofrer as penalidades e sanções.

A legislação que rege o meio ambiente deve ser observada desde a fase de implantação de novos negócios, seguindo devidamente os processos de licenciamento ambiental para cada tipo de empreendimento e, posteriormente, mantida por meio de gestão ambiental.

3. Utilização de fontes de energia renováveis

As fontes de energia renováveis fazem uso de recursos inesgotáveis, como a radiação solar, a energia hidráulica, os ventos, o calor geotérmico, a biomassa, entre outros.

Essas fontes podem ser utilizadas nos processos de produção. A energia solar, por exemplo, tem sido largamente utilizada no mundo todo e já é uma realidade em muitas corporações. Exatamente por isso sua instalação deixou de ter custo muito alto, permitindo que mais empresas adotem esse tipo de energia.

4. Controle de poluentes atmosféricos

A poluição atmosférica resulta da emissão de qualquer substância que cause alteração da atmosfera. Seus riscos e impactos podem ser fatais para o meio ambiente, bem como para a saúde do ser humano.

Existem algumas medidas diretas e indiretas que podem ajudar no controle da geração de poluentes. As medidas indiretas consistem em:

  • impedir a geração de poluentes. Existem duas formas de fazer isso: primeiro, substituindo as matérias-primas e reagentes; segundo, mudando os processos e operações;
  • diminuir a quantidade de poluentes produzidos;
  • diluir os poluentes por meio de chaminés elevadas;
  • planejamento territorial, considerando a densidade populacional do entorno, o sentido dos ventos, a velocidade de dispersão etc.

As medidas diretas são as seguintes:

  • tratamento dos poluentes;
  • utilização de equipamentos de controle de poluição do ar (EPC);
  • uso de equipamentos de controle de elemento particulado: receptadores dinâmicos secos, coletores mecânicos inerciais, coletores secos e gravitacionais etc.;
  • coletores úmidos: lavador ciclônico, torre de spray (pulverizadores), lavadores de leito móvel, lavador de gases etc.;
  • uso de equipamentos de controle para gases e vapores: absorventes, adsorventes, incineradores de gás catalíticos, incineração de gás com chama direta, tratamento biológico etc.

5. Descarte adequado de resíduos

O excesso de produção de resíduos — ou seja, lixo — é um dos grandes problemas da atualidade, especialmente se eles não tiverem destinação adequada.

Por isso, os resíduos gerados pela produção ou instalação de qualquer negócio devem ser devidamente descartados, respeitando a legislação ambiental em suas diferentes esferas.

Essa lei estabelece as normas que regem a destinação final ambientalmente correta de resíduos para evitar a contaminação do meio ambiente e a disseminação de doenças, e para reduzir os impactos ambientais, como a poluição de nossos recursos hídricos, do solo e do ar.

6. Logística reversa

A logística reversa é a área da logística que trabalha com o retorno de materiais já utilizados no processo produtivo, promovendo o reaproveitamento ou descarte apropriado de materiais e a preservação do meio ambiente.

Ela é muito importante para que as empresas não se tornem inimigas da sociedade, mas parceiras valiosas. Há casos de corporações que conseguem implementar esse processo de forma lucrativa, alcançando assim a sustentabilidade econômica e ambiental ao mesmo tempo.

Indústrias que fabricam produtos como pilhas, baterias, pneus, medicamentos, agrotóxicos e outros que podem causar poluição devem adotar esse processo. Contudo, essa prática pode ser empregada por qualquer negócio.

7. Uso racional de papel, água e energia

Promover campanhas internas de economia de papel, água e energia é fundamental para que os funcionários adotem essa prática na rotina de trabalho e contribuam de forma efetiva com as práticas sustentáveis adotadas pela empresa.

Os colaboradores devem ser educados para pensarem sempre duas vezes antes de realizar uma impressão, para fecharem a torneira após o uso e para apagarem as luzes e desligarem as máquinas e os equipamentos todos os dias ao final do expediente.

Com isso, não só o meio ambiente ganha, como também a sua organização por meio da economia nas contas de energia e água, e na compra de suprimentos de papel e toners de tinta no final de cada mês.

Em suma, as práticas de sustentabilidade nas empresas não são um bicho de sete cabeças e podem perfeitamente ser adotadas por empresas de pequeno e médio porte. Essas práticas, além de beneficiarem o meio ambiente, atribuem uma ótima imagem à companhia.

Logo, uma companhia sustentável é aquela que se preocupa com o impacto que suas atividades e seus processos causam na natureza e na sociedade como um todo e busca caminhos para reverter qualquer ponto negativo.

Contudo, isso não significa diminuir a lucratividade, muito pelo contrário. A sustentabilidade também está diretamente relacionada à saúde financeira da organização — fundamental para o desenvolvimento econômico, já que muitas vezes são elas que sustentam a economia do local em que estão inseridas.

O atual cenário globalizado tem exigido que a gestão acompanhe as novas tendências. As empresas que não acompanham essa mudança tendem ao fracasso. As mais criativas têm obtido os melhores resultados e maior notoriedade no mercado, alcançando mais facilmente o sucesso.

O desenvolvimento sustentável estabelece três pilares correlatos: crescimento econômico, desenvolvimento social e proteção ambiental.

Dessa forma, as instituições que desenvolvem um planejamento estratégico com base nessas premissas têm aumentado suas vantagens competitivas diante da concorrência e maximizado seus lucros.

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