Como E Onde Aplicar A Inovação Nas Empresas? Aprenda Agora!

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É muito comum as pequenas e médias empresas acreditarem que é impossível inovar, mas essa é uma premissa equivocada, já que a inovação nas empresas é viável para qualquer porte ou tamanho de investimento.

É claro que quanto mais dinheiro, equipe e “fôlego” (disponibilidade de tempo) a empresa tiver, mais fértil pode ser o ambiente de inovação, mas muitas empresas nasceram em função de inovações, em um momento em que eram muito pequenas, com a Apple, Google, Uber, NuBank, entre outras.

Inovar não é apenas uma tarefa, é uma forma de pensar e agir e buscar vantagens competitivas.

Mas então, se os recursos financeiros, físicos e humanos não determinam ou limitam as inovações nas empresas, como e onde elas podem inovar?

Como promover a inovação nas empresas?

Essa é a questão mais difícil de resolver, uma vez que a inovação nas empresas depende essencialmente do modelo mental dos dirigentes e sócios fundadores. Não basta querer inovar e investir, é preciso ter algumas condições essenciais para isso, e que não são fáceis de desenvolver.

Imagine esses diálogos:

Funcionário A: “Chefe, o cliente está reclamando e pedindo melhorias”.

Chefe A: “Cliente é tudo chato mesmo, eles acham que é fácil”.

……

Funcionário B: “Chefe, tive umas ideias para melhorar os processos, deixar os produtos mais fáceis e nossas políticas mais amigáveis aos clientes”.

Chefe B: “Faça seu trabalho, já temos muita coisa para pensar”.

……

Funcionário C: “Chefe, pensamos em inserir nos produtos as funcionalidades XYZ para      deixá-los mais fortes em relação à concorrência”.

Chefe C: “Nossa! Mas isso é caro, vai demorar e nunca precisamos disso. Você não é gerente de produto, temos coisas mais urgentes para cuidar”.

Empresas com esses tipos de posturas dificilmente inovarão, por isso é importante que os líderes desenvolvam uma cultura organizacional adequada para: estimular o funcionário; aceitar e buscar problemas; querer ser melhor que os concorrentes; querer evoluir o produto e a experiência do cliente; dar liberdade e treinamento aos funcionários; permitir, valorizar e estimular as ideias; buscar a melhoria contínua; criar um ambiente saudável de criatividade, informação e desafios; ser tolerante à riscos ou ideias que inicialmente não demostrem viabilidade; e buscar métodos de atuação para auxiliar o processo de inovação.

É preciso, portanto, desenvolver uma cultura de inovação, e por cultura de inovação, Morcillo (1997, p. 32) entende que ela pode ser conceituada como “uma forma de pensar e de agir que gera, desenvolve e estabelece valores e atitudes na empresa, propensos a suscitar, assumir e impulsionar mudanças, mesmo quando isso implique uma ruptura com o convencional ou tradicional.”.

Sendo assim, a empresa precisa criar as condições para que os inovadores possam ser desenvolvidos.

Onde aplicar inovação nas empresas?

Sua empresa só “pode avançar” para essa questão após trabalhar bem a questão anterior.

A empresa pode inovar em diversas frentes, e a sugestão é identificar os problemas dos clientes e da empresa; analisar o que os concorrentes e o mercado deixam de entregar; pensar como as tendências tecnológicas e sociais podem evoluir o produto e a experiência desse cliente; entre outros enfoques.

A boa notícia é que inovar não se restringe a produto ou a fazer algo totalmente novo.

As “inovações incrementais” significam melhorias que agregam valor aos consumidores, e a empresa pode inovar em produtos, processos, modelo de negócio, mercado, modelo de receita, canal e experiência do cliente.

Veja alguns exemplos de tipos de inovação:

  • Produtos: o Iphone não foi o primeiro smartphone e nem o primeiro a oferecer as funções que ele contém, mas a soma de diversas funcionalidades com uma facilidade imensa de uso, estabeleceu um novo modelo de produto.

VEJA A PALESTRA DA WORKING BETTER, SOBRE O DESENVOLVIMENTO DO IPHONE: “Iphone, você poderia ter feito.” <LINK>

    • Processos: a Workana, simplificou o processo de identificar, selecionar, contratar e se relacionar com freelancers;
    • Modelos de negócios: o Uber definiu um novo formato para contratar a locomoção e aumentar a segurança e facilidade de pagamento para o usuário, além de ter criado também um novo mercado para motoristas autônomos;
    • Mercado: o Mercado Livre proporcionou que qualquer varejista, mesmo os pequenos, pudessem vender para consumidores de outras cidades, cobrar e entregar com facilidade, abrindo novos mercados;
    • Modelo de receita:  a Casas Bahia abriu a possibilidade de consumo para classes baixas, com o parcelamento longo sem que o consumidor precise de banco, usando o carnê;
    • Canal: a Dell Computer inaugurou a venda online de computadores customizados. A Apple, com o Itunes, “acabou” com a necessidade de comprar CDs físicos. A Coca-Cola popularizou o uso das “vending machines”, criando um canal paralelo aos varejistas tradicionais;
    • Experiência do cliente: o conceito gourmet nos restaurantes se propõe a entregar uma experiência e não apenas “matar a fome” dos clientes. A tela de touchscreen do Iphone trouxe uma nova experiência para usar o celular, com maior agilidade e facilidade;
  • Cadeia: portais B2B passam a intermediar a relação de compra e venda de insumos corporativos.

E para inspirar você a buscar inovação e talvez almejar um grande salto para a sua empresa, recomendo a análise das “9 Megatendências da Inovação que vão Transformar a Indústria”, desenvolvidas pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

E saiba que a inovação é um dos melhores caminhos para gerar a diferenciação de mercado, aumentar a percepção de valor junto aos consumidores, aumentar a margem de lucro, ampliar a força e significados na marca, e engajar mais seu time de colaboradores.

Embora não seja um caminho fácil ou rápido, é muito eficiente.

O melhor caminho para definir onde aplicar a inovação na empresa é pensar no consumidor, lembrando-se sempre que ele não está sozinho no mercado, apenas se relacionando com sua empresa, uma vez que existem os concorrentes, e ele também interage com aplicativos, recebe vantagens e facilidades de empresas de outros segmentos, além de sofrer influências dos amigos e do contexto econômico, social, tecnológico, entre outros.

Assim, partindo desse amplo entendimento do mercado e do seu cliente, passe a procurar problemas, oportunidades e áreas não atendidas, procurando tornar a vida do seu cliente melhor.

Por exemplo, uma empresa que prestei consultoria vendia insumos para manutenção de usinas, e montou um programa de logística reversa dos insumos utilizados e descartados, proporcionando um grande benefício para seus clientes, que deixam de se preocupar com a destinação ecológica desses materiais (que envolvem custos, processos e fiscalização de órgãos governamentais). Em outro momento essa mesma empresa, uma varejista B2B, criou um canal de conteúdo para gestores de manutenção e compradores de usinas, para levar e discutir boas práticas.

Dessa forma a empresa inovou “fora da caixa”, não se restringindo a sua atividade fim e, efetivamente, ajudando seus clientes.

REFERÊNCIAS:
MORCILLO, P. Strategic management of technology and innovation. Madrid: Civitas, 1997.
www.congressodeinovacao.com.br
www.venki.com.br/blog/criatividade-e-inovacao-nas-empresas

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