15 tipos de treinamentos empresariais para desenvolvimento pessoal

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É consenso que os vários tipos de treinamentos corporativos para desenvolvimento pessoal são potenciais geradores de resultados favoráveis, podendo até auxiliar no diferencial competitivo e posicionamento atraente da marca. No entanto, também é notório que os treinamentos podem “chover no molhado” e não trazer qualquer resultado à empresa.

A questão é: onde está o problema desse cenário? No fornecedor de cursos, nas empresas ou nos colaboradores que passam por esses processos?

Há vários aspectos que a empresa deve considerar para que os trabalhos aplicados tragam resultados efetivos. Dentre eles, está o conhecimento e análise criteriosa dos tipos de treinamentos que a empresa pode escolher, de acordo com os seus problemas e objetivos. Escolher o tipo inadequado de treinamento é um grave erro!

Existem, por exemplo, casos de empresas que precisam de mudança comportamental e aderência a processos, mas investem em palestras no estilo ”showman”, que é um modelo interessante para dar uma injeção de motivação ou transmissão de mensagem-chave, mas tem uma fixação na mente do público-alvo relativamente curta. Assim, o resultado não é alcançado.

É como se os pais levassem o filho para assistir a shows em vez de incentivá-lo para ir ao colégio e depois reclamassem que ele não passou no vestibular. Nada razoável, não é? A boa notícia é que isso é um problema relativamente fácil de se resolver. É tudo uma questão de conhecimento das possibilidades e calma na hora de planejar.

Por isso é tão importante entender corretamente os tipos de treinamentos existentes para que a escolha seja feita de forma coerente e gere o resultado esperado. O melhor tipo de treinamento é aquele que proporciona resultado. Por isso, você deve conhecer a função de cada um. Confira!

O uso de treinamentos para desenvolvimento pessoal

Pesquisas confirmam a crescente importância que as empresas brasileiras têm dado ao desenvolvimento pessoal e aos diversos tipos de treinamentos que podem ser usados com esse objetivo.

De acordo com estudiosos da área, o orçamento para este fim está crescendo e, na maioria dos casos, a prioridade tem sido investir em alguns tipos de treinamentos, voltados para o momento e objetivo específicos de cada companhia.

Entrevistas realizadas por esses pesquisadores indicam que mais de 80% dos colaboradores que passam por programas estruturados de treinamento no local de trabalho acreditam que os processos oferecidos pela empresa atendem adequadamente às necessidades do trabalho.

Os benefícios e enfoques de treinamentos para empresas

A principal força de trabalho das empresas são pessoas, que precisam realizar atividades para aumentar a competitividade e o valor entregue ao mercado. Sendo assim, elas buscam formas de aumentar a produtividade com o menor custo e o uso eficiente de recursos possíveis.

Os treinamentos para desenvolvimento pessoal tem se mostrado uma ferramenta eficaz para isso, já que a manutenção e o crescimento de qualquer empresa depende diretamente da qualidade e da disposição de seus funcionários.

Treinamentos bem implementados podem impactar positivamente na mudança de comportamento, na adoção de boas práticas e métodos de atuação, no fomento ao pensamento e a busca de inovações no cuidado com os clientes. Podem, ainda, reciclar o conhecimento técnico, proporcionando crescimento profissional aos colaboradores e ganhos em produtividade para a empresa.

Ou seja, há várias aplicações para auxiliar na evolução das habilidades e competências por meio do desenvolvimento pessoal.

Como já foi dito, os treinamentos e capacitações dos profissionais geram muitos benefícios, tais como:

  • aumento da produtividade e redução de erros, custos e inconformidades;
  • satisfação da equipe e consequentes melhorias no ambiente de trabalho;
  • melhora operacional, trazendo ganhos para a empresa e para o funcionário, que trabalha com maior amparo;
  • diminuição na rotatividade de pessoal e atração de bons candidatos à vaga;
  • aumento da força de realização, assertividade e conquista de resultados pela equipe;
  • evolução do perfil (comportamento) de um funcionário para líder/gestor, analítico ou operacional, ampliando habilidades de falar em público, capacidade de negociação etc.

Os tipos de treinamentos para desenvolvimento pessoal

O tipo de treinamento ideal precisa ser definido de acordo com as demandas de conhecimento da equipe. É por isso que você precisa conhecê-los. Seguem abaixo, dentre os vários tipos de treinamentos, alguns do mais utilizados e eficientes:

  • palestra;
  • “showman” motivacional; 
  • coaching executivo;
  • ”on the job”;
  • programa de mentores;
  • discussão sobre um livro;
  • aula expositiva;
  • dinâmica de grupo;
  • ”gamefication”;
  • problematização;
  • liderança;
  • desenvolvimento para papéis futuros;
  • curadoria de conteúdo;
  • desenvolvimento de comunicação;
  • rodízio de papéis.

1. Palestra

Esse formato é bastante comum. Com duração média de 1 hora, é essencialmente expositivo, focado em um tema principal e normalmente conceitual.

É útil para iniciar o entendimento de algum assunto, podendo trazer boas informações, mas tende a não mudar comportamentos nem gerar a aplicação do conhecimento na prática.

Pode-se até trabalhar com temas práticos como “5 regras para atender bem o cliente”, mas para virar comportamento é importante que haja atividades extras, como monitoria, acompanhamento, indicadores de sucesso e diagnóstico de efetividade da aplicação.

Tenha em mente que uma palestra tem limitações de tempo para se aprofundar no assunto abordado. Por isso, essa complementação é fundamental. Ao mesmo tempo, as palestras são ótimas para chamar atenção em relação a um aspecto importante para o negócio e estimular a reflexão dos participantes sobre ele.

2. “Showman” motivacional

Embora também use o formato de palestra, esse tipo de treinamento, como o próprio nome diz, traz um “speaker”, que se expressa de maneira bem eloquente, usando ferramentas como filmes, por exemplo, para envolver a audiência, realizando um show com o intuito de motivar a equipe.

Esse treinamento é muito útil para iniciar um processo de trabalho, lançamento de produtos, esforço extra de vendas ou até para finalizar outras atividades mais densas de treinamento, deixando a equipe com o astral elevado.

Outro ponto positivo é que as pessoas adoram esse formato de treinamento. Isso porque ele proporciona entretenimento e, ao mesmo tempo, informação. Ou seja, é uma atividade divertida.

3. Coaching executivo

É um treinamento de executivos para aprimorar os conhecimentos de líderes, gestão e procedimentos de trabalho. Normalmente é um processo com diversas interações baseadas no diagnóstico das deficiências e necessidades da empresa. Pode envolver palestras, conversas, esclarecimento de dúvidas, análise de condutas passadas, etc.

Esse tipo de treinamento é muito útil na migração de cargo, por exemplo, quando um bom vendedor é promovido a gestor e novas competências serão exigidas, sendo que a experiência anterior não será suficiente no novo cargo e muitas dificuldades aparecerão ao longo do tempo.

De modo geral, as atividades desse tipo de treinamento ajudam em formas mais individualizadas de desenvolvimento profissional.

4. On the Job

É um modelo muito comum que, apesar de eficiente, normalmente é mal formatado. Ocorre quando um funcionário mais experiente treina um novato. O problema é que muitas empresas não parametrizam bem essa transferência, preparando mal os treinadores e não lhes dando o suporte necessário.

Além de serem capacitados na transmissão de conhecimento, a empresa deve garantir que esses profissionais tenham incorporado a cultura e os procedimentos da empresa, ou eles poderão transmitir seus próprios vícios.

Outro aspecto importante é o interesse do instrutor. Se ele se sentir ameaçado pelo ingresso de um novo colaborador, ou não se importar com ele, pode não se dedicar como deveria, principalmente se tiver muitas tarefas acumuladas. Portanto, esse é um dos casos que deve ser cuidadosamente planejado, para não gerar mais problemas que soluções.

5. Programa de mentores

Nesse tipo de treinamento, a empresa convida pessoas experientes em determinadas áreas para tirar dúvidas e dar dicas específicas. Apesar de muito interessante e enriquecedor, o mentor não funciona como um consultor que faz diagnóstico, analisa plano ou ajuda a operacionalizar algo.

É basicamente uma conversa, que se for mal preparada tende a se tornar um bate-papo, já que o mentor não é um coaching. Ou seja, haverá uma interação com ele, mas não um acompanhamento.

Como o mentor não tem um profundo conhecimento sobre a realidade da empresa, esse formato deve ser aproveitado para absorver a experiência e o conhecimento do mentor, mas ele não deve ser visto como um guru, com respostas prontas e definitivas.

6. Discussão sobre um livro

Esse modelo compreende a leitura de um determinado livro por toda a equipe, que se reúne para discutir e analisar como utilizar os conceitos aprendidos.

Se houver um mentor que conhece a empresa, as boas práticas da área e os conceitos do livro, isso pode ajudar muito, pois o grupo será conduzido nas análises, aprendizados e aplicações efetivas.

No entanto, é fundamental a boa escolha do título, já que não basta ser um best-seller. É preciso que ele seja aplicável à empresa. Na verdade, sempre que for escolher um tipo de treinamento, você deve partir do princípio de que este deve servir à empresa e aos colaboradores, de acordo com o que eles precisam para produzir mais resultado.

7. Aula expositiva

É uma sequência de encontros para conteúdos expositivos ou interativos em diversos formatos (presencial, EAD-mobile, PC, podcast, vídeos, etc.). Além de muito útil, tende a ser bem completo e efetivo, pois o colaborador tem contato contínuo com o tema e vai evoluindo gradualmente.

É um formato bastante adequado para a transmissão de conhecimentos técnicos, por exemplo. Ele desenvolve as pessoas em termos do que elas precisam conhecer para desenvolver melhor o seu trabalho. Assim, costumam ter impacto na melhora da produtividade, por exemplo.

8. Dinâmica de grupo

As dinâmicas de grupo são uma excelente maneira de trabalhar a motivação dos colaboradores de uma empresa. Isso porque, em geral, elas trabalham e desenvolvem habilidades e qualidades que as pessoas já possuem mas que, por alguma razão, ficaram adormecidas.

Também são muito interessantes porque tem um componente vivencial. Ao vivenciar uma experiência, ela é gravada na memória com mais facilidade e pode ser trabalhada a partir disso.

9. Gamefication

O objetivo desse treinamento é gerar maior envolvimento das pessoas, transmitindo os conhecimentos de forma lúdica. O ser humano gosta de desafios, de percorrer caminhos e disputar com seus pares. A “gamificação” é, basicamente, usar essas ideias e mecanismos de jogos para incentivar alguém a fazer algo.

Na prática, isso significa oferecer recompensas aos participantes que realizam tarefas preestabelecidas. Atualmente, é raro um curso acadêmico de gestão que não possua uma disciplina de jogos empresariais, em que vários grupos disputam mercado com a tomada de decisões em empresas fictícias, com base em dados informados no jogo.

10. Problematização

Esse treinamento é bastante adequado ao ensino de adultos/profissionais, pois eles estão cotidianamente envolvidos com a solução de problemas.

Ele é visto como um desafio que instiga o aprendizado e dá sentido aos conteúdos expostos. E pode ser usado em conjunto com outros tipos de treinamentos, como a primeira interação de uma sequência de aulas ou a solução de um problema com base nos conceitos de um livro.

Pode envolver discussão em grupo, análise de casos e desenvolvimento de projetos. Normalmente tem grande aplicação no dia a dia da empresa.

11. Liderança

Não à toa, esse costuma ser um dos treinamentos mais utilizados nas organizações. Esse tipo pode ser usado tanto para aprimorar os talentos existentes, como para identificar líderes em potencial.

Por isso, ele não costuma ser uma exclusividade dos profissionais em cargo de comando. O conhecimento sobre liderança também pode envolver os colaboradores de outros níveis. Afinal, a liderança não é exercida sem a participação de todos.

A necessidade de aplicar esse tipo de treinamento, basicamente, está no objetivo de desenvolver continuamente a capacidade da organização e de seus líderes em engajar os colaboradores e parceiros.

12. Desenvolvimento para papéis futuros

O desenvolvimento contínuo dos colaboradores é uma tarefa importantíssima para a empresa. Um único treinamento tem um resultado limitado, pois é improvável que os participantes compreendam 100% do conteúdo, o apliquem no seu dia a dia com perfeição e continuem indefinidamente a fazê-lo, sem incorporar vícios com o tempo.

Ao mesmo tempo, a continuidade reforça o aprendizado e trabalha no sentido de permitir uma preparação para o futuro. Esse tipo de treinamento deverá ser empregado cada vez mais nas empresas, uma vez que não basta se dedicar ao aprendizado antes de entrar no mercado.

Com a transformação digital em curso e com o que chamamos de “Nova Revolução Industrial”, a expectativa é que ninguém passe uma vida inteira sem que precise de novas competências e de assumir novas tarefas.

13. Curadoria de conteúdo

A curadoria de conteúdo pode ser comparada a formação de uma biblioteca de conhecimentos relevantes para a equipe. A diferença é que ela tem a forma de capacitações, disponibilizadas no formato de learning e, portanto, facilmente acessíveis.

Desse modo, esse conhecimento pode ser utilizado no momento ideal e ser revisto oportunamente. Além disso, o conteúdo desses treinamentos costuma ser contextualizado para facilitar o seu entendimento.

14. Desenvolvimento de comunicação

A comunicação tem um papel de extrema relevância nos resultados de uma empresa. É preciso estabelecer um fluxo ideal de comunicação interna, o que implica em informação suficiente e, ao mesmo tempo, sem exageros, sendo transmitida entre os colaboradores.

Além de fornecer canais que facilitam essa comunicação, as empresas precisam garantir as competências necessárias para que a equipe possa utilizá-los com eficiência. Normalmente, esse tipo de treinamento se utiliza de conteúdos práticos, de forma a facilitar o aprendizado.

15. Rodízio de papéis

Outro problema recorrente nas empresas é a incompreensão de alguns colaboradores sobre as atividades desenvolvidas pelos seus colegas. Muitas delas são geradoras em potencial de conflitos, uma vez que os objetivos podem ser diferentes.

O rodízio de papéis consiste na troca de funções entre os colaboradores, na forma de um revezamento, o que ajuda a resolver essa questão. Porém, o principal objetivo é desenvolver competências mais genéricas, de modo a que cada funcionário possa desempenhar papéis diferentes dentro da empresa.

Essa versatilidade é outra competência que será cada vez mais exigida nas empresas do futuro. Além disso, esse tipo de treinamento facilita a preparação de jovens talentos para cargos de liderança e a substituição de colaboradores indisponíveis, seja em razão de férias, seja em razão de faltas, por exemplo.

Como você pôde notar com a leitura deste conteúdo, os vários tipos de treinamentos podem ser usados dependendo da necessidade de desenvolvimento pessoal dos colaboradores e dos objetivos organizacionais. Desse ponto de vista, não há um tipo mais indicado para qualquer situação, mas aquele mais adequado a propósitos específicos, como transmitir um conhecimento técnico ou promover um comportamento desejado.

E então? Os treinamentos proporcionam o resultado que poderiam para sua empresa? Você escolheu os tipos certos? Saiba que você pode contar com ajuda especializada para formular uma política de resultado, com a formação de um verdadeiro capital de conhecimento. Entre em contato com nossa equipe e conte com nossa abordagem consultiva!

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